domingo, 18 de julho de 2010

Suicidas ilustres 07: Sócrates (469 a.C.-399 a.C.)

Ele é lembrado não pelo que respondeu, mas pelo que perguntou. Nada deixou de escrito. Dizem que era feio como o cão. Casou com uma mulher insuportável (Xantipa) a fim de poder exercitar a virtude da paciência. Por dizer que nada sabia foi considerado o homem mais sábio da Grécia, pelo Oráculo de Delfos. Particularmente, sinto-me inspirado por sua ironia e seu método de questionamento, que fazia as pessoas pensarem, "parindo" idéias, não ensinando nada a ninguém, sempre colocando em dúvida as certezas alheias. Instituiu o conhecimento como meta da vida humana. Sua postura o envolveu em intrigas políticas, tendo sido condenado então, por não acreditar nos deuses da cidade e por suposta corrupção da juventude, a cometer suicídio. Recusou a alternativa que tinha, de deixar Atenas, preferindo morrer de acordo com suas convicções. Após despedir-se dos três filhos, da mulher e dos amigos, bebeu cicuta, morrendo com dignidade. 

2 comentários:

  1. Fala Dr. realmente este foi um grande homem

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  2. Sócrates, com sua maiêutica, apropriou-se de algum saber a partir das percepções do outro. Sabemos que era menos orador do que ouvinte. É fato, as convicções nos distanciam do saber. Por não se credenciar à tal sabedoria é que declinava do lugar de mestre e aproximava-se mais e mais do lugar da verdade.

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