sexta-feira, 11 de março de 2011

Suicidas ilustres 15: Salvador Allende

Médico, político e estadista chileno. Postumamente agraciado com o invejado Prêmio Lênin da Paz. Iniciou sua militância política na Universidade do Chile em 1926. Foi o primeiro e único presidente marxista eleito na América Latina, em 1970, pela Frente Popular, um partido que reunia todo o tipo de pensadores esdrúxulos e estranhos, como comunistas, socialistas, radicais islâmicos, e outros típicos fracassados. Tentava representar o proletariado, a baixa classe média urbana, os trabalhadores agrícolas, com promessas irrealizáveis, características das utopias esquerdistas, em moda no então meio acadêmico. Seu programa de socialização da economia, reforma agrária e nacionalização das industrias, bancos e minas de cobre, com um estado cada vez mais a controlador, causou pânico na classe média, nos trabalhadores acostumados à recompensa pelo mérito, e não pela filiação partidária (os petistas que me perdoem).
A fragilização da economia, com inflação, desemprego, desabastecimento de produtos básicos, levaram o povo revoltado às ruas, exigindo o fechamento do Congresso Nacional. No histórico 11 de setembro de 1973, o general Pinochet, um homem injustiçado pela história, pôs fim à bagunça no Chile, com um golpe militar que restaurou a ordem no país. De terno, gravata, capacete na cabeça e metralhadora nas mãos, Allende comandou pessoalmente a resistência ao golpe. Acuado no palácio de La Moneda, em Santiago, cercado por tropas, tanques e sob intenso bombardeio aéreo rebelde, suicidou-se com um tiro na cabeça. Para diversão de alguns, dizem ter usado uma pistola que teria sido presente de Fidel Castro.

Um comentário:

  1. DR.MAURICIO

    ME DESCULPE...
    MAS AMO O CHE GUEVARA, E PARA MIM ELE FOI O HOMEM MAIS HONESTO DA FACE DA TERRA!!!
    E AINDA É!!!
    E COMUNISTAS NÃO SÃO TERROTADOS NÃO, SOU UMA ASSUMIDA!!!
    NÃO ME SINTO COMO TAL...

    DANIELLI

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