terça-feira, 15 de maio de 2012

Suicidas Ilustres (22): obras de Antony Gormley



Mais de vinte “suicidas” estão espalhados em parapeitos de edifícios no centro de São Paulo. Trata-se de esculturas do britânico Antony Gormley, que integram a obra “Horizonte de Eventos”. Quando perguntado a respeito, ele desconversa: “São só uns caras de metal, prefiro não comentar minhas obras, mas observar o efeito delas nas pessoas”. Os bombeiros da cidade já perceberam bem esses efeitos. Várias vezes foram chamados para acudir os “suicidas”. Espero que estes chamados falsos e repetidos, não venham a deixar sem socorro uma ocorrência de risco real.
Os artistas sempre me intrigaram com suas maluquices. Muitos deles parecem pessoas ricas, desocupadas, desconhecedores do valor do trabalho e do dinheiro, com a cabeça imensamente vazia de preocupações reais, sofrendo com besteiras das quais a maioria das pessoas riria.
Recentemente a obra “O Grito” de Munch, foi leiloada por 120 milhões de dólares. Imagino que seu proprietário sofreria mais com uma mosca fazendo cocô no quadro, do que uma mãe africana que assistisse a morte de 10 filhos por fome. Duvida?

4 comentários:

  1. Fiquei me perguntando, será que Antony faz Análise? Tomara que ele expressou em sua obra uma saída para si mesmo. O ruim é se identificar com isso, rsrsrs. Gostei do post. Cynthia

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  2. Preocupante essas chamadas pelos bombeiros. Boa postagem sobre as "artes", ainda mais sobre o valor do famoso "O grito". Quem será que jogou fora esse grande valor? O dinheiro é diamante para uns, e banana para outros.

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  3. A arte não precisa se justificar, Mauricio. Ela deve, sim, ser provocativa e incomodar, deve manifestar esteticamente as inquietações do subconsciente coletivo. Você melhor do que ninguém sabe que o subconsciente nem sempre será belo e harmonioso. Arte acomodada é decoração.De resto, não se viu nenhum carro de bombeiros perto de qualquer parapeito com escultura do Gormley, logo os bombeiros foram avisados dos locais das instalações.

    Quanto ao preço obtido pelo quadro "O grito", trata-se de uma das poucas obras de arte representativas de um determinado momento histórico e cultural que ainda circulavam pelo mercado. É o que justifica o alto preço. Essa linha de comparar alhos com bugalhos - ou quadros com porções para famintos africanos - me lembra sempre das vovós que empurravam a comida goela abaixo dos netinhos, fazendo-os se sentirem culpados por tantas criancinhas que morrem de fome e dariam tudo por um prato de espinafre...

    E já que você anda numa fase neo-convertida, não nos esqueçamos do que diz lá a Bíblia: a Cesar, o que é de Cesar. E tem também a história do unguento de Madalena...

    Em outras palavras, no popular: deixa de ser ranheta, criatura!

    L.P.

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  4. Estranho é alguém imaginar que quem dispõe de 120 milhões de dólares não saiba o que esta fazendo !?!

    Isto se chama INVESTIMENTO querida !!!!!!!!!!

    J.A.F.

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