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domingo, 26 de maio de 2013

O Tiunfo da Morte : Pieter Brueguel

 
 
Obra inspirada pela precária condição humana, diante do inevitável desfecho, no século XVI.
Detalhes:


 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O Nascimento de Vênus- Sandro Botticelli


Pintura de Sandro Botticelli, do século XV, exposta em Florença. Época interessante na qual o interesse por Santos em martírios começava a mudar para mulheres nuas, pelo menos nas pinturas. Algumas pessoas mantém seus pensamentos em pureza e santidade até hoje, conheço vários casos; são doentes, claro, mas continuam sendo casos.
Representa a deusa do amor, que teóricamente deveria ser linda. Eu acho essa Vênus meio feinha, apesar de me parecer um avanço com relação às já citadas Vênus de Willendorf e de Milus. Nos dias de hoje, a mulher abaixo, a meu ver se aproxima mais de uma deusa nascendo do desejo masculino. Com toda a certeza a beleza está nos olhos de quem a vê, e não no objeto em si. Desculpem-me por chamar a mulher de objeto, mas na verdade os homens adoram pensar assim. Não acreditem nos que dizem o contrário, eles aprenderam que é mais fácil dizer o que as mulheres preferem ouvir... mentiras.

 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vênus de Milo


Descoberta em 1820, atualmente no Louvre. Possívelmente dos séculos V ou IV aC. Mais moderna, já mostra sinais de emagrecimento em relação à Vênus anterior.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Vênus de Willendorf



Repousou por 24mil anos, até ser descoberta por um arqueólogo em 1908, atualmente no Museu de História Natural de Viena. Faz muito tempo que os homens pensam na mesma coisa.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Leonardo da Vinci: Mona Lisa

Ou La Gioconda, obra-prima em exposição no Louvre, expressão enigmática, inspiração eterna.

sábado, 23 de abril de 2011

Cristo de São João da Cruz


Pintura do espanhol Salvador Dali, de 1951. Eleita minha pintura favorita da crucificação, sem os repulsivos elementos comuns ao estilo barroco, de sangue, dor, feridas e pústulas, que muitos católicos, secretamente em sua intimidade cultuam. O autor se recusa a expor Cristo de uma maneira sanguinolenta, como levado a extremos de sadismo no recente e repugnante filme de Mel Gibson. Não existem nesta pintura pregos nem sangue. O rosto de Jesus não é retratado, convidando-nos a imaginá-lo. Sente-se o peso do mundo sobre suas costas. A obra tem uma perspectiva incomum, como se o autor fosse o próprio Deus, apreciando dos céus o sofrimento de seu filho. Apreciemo-lo também nós.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Alexandre Magno diante dos monstros

Alexandre Magno (356-323 a.C.), maior conquistador do mundo antigo, em poucos anos empreendeu uma das maiores expansões territoriais da história, que englobava a Grécia, Pérsia, até a Índia. Foi responsável pela fusão das culturas gregas e orientais, que levaram a maravilhas como a cultura helenística e a biblioteca de Alexandria. Nesta minitura do século XV (Académie nationale de Kiev/Dagli-Orti/ Art Archive), podemos admirá-lo sobre seu cavalo, com o lindo nome de Bucéfalo, observando curiosas criaturas com as quais se deparou em suas viagens. E depois dizem que meu blog é que é estranho.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pacientes que não tive 01: Gauguin

Em 08/05/1903, o bispo das Ilhas Marquesas, pouco caridosamente, testemunhou a morte de “um artista conhecido, porém inimigo de Deus”. Era o fim de Paul Gauguin, aos 54 anos , solitário, pobre e sifilítico numa cela de prisão.
Artista tão pouco convencional em sua arte como em sua vida, aos 35 anos abandonou uma respeitável e próspera carreira na bolsa de valores, sua esposa e seus cinco filhos, trocando a segurança material na França, por uma vida cheia de contradições e episódios apaixonantes nos mares do Pacífico sul. O desejo de liberdade no plano artístico e no existencial o marginalizou da sociedade. Não se adaptava aos rígidos hábitos vitorianos, nem à sua hipocrisia. Decidiu viver como “um nativo”. Viveu na Bretanha, no Panamá e Taiti, buscando uma vida tranqüila e paradisíaca, junto a culturas primitivas, “puras”, intocadas pela sociedade “civilizada”.
Na evolução de seu estilo, percebemos um abandono gradual das paisagens por um interesse progressivo em figuras humanas, femininas, morenas, nuas. Ele pintou Annah, a Javanesca, uma “exuberante mulata de olhos incandescentes”. Em 1892, retratou sua nova mulher, Teha’amana, uma silvícola de 13 anos, nua, maravilhosamente esparramada na cama.
Empregou um colorido vibrante, irreal, para expressar, com emoção intensa, a beleza e os mistérios vivenciados. Ao saber da morte de sua distante filha, Aline, aos 20 anos, entrou num período sombrio, triste, durante o qual criou a obra-prima “De onde viemos? Que somos? Para onde vamos?” (1897), seu testamento artístico final, questionando a finalidade da existência humana. Doente, empobrecido, tentou o suicídio ingerindo arsênico. Morreu solitário, de sífilis, cumprindo pena por atos obscenos, na prisão.